A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público estadual iniciaram, nesta quinta-feira (2), a segunda fase da Operação Asfixia, contra a expansão territorial de uma das maiores facções criminosas do estado. Desta vez, a ação mira o avanço da facção para a Região Serrana, sobretudo Petrópolis, a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense.

As equipes foram às ruas cumprir 18 mandados de prisão.
As investigações identificaram 55 envolvidos no esquema, e revelaram que o líder da organização criminosa, seu braço direito e outros comparsas se escondem no Parque União, no Complexo da Maré.
Eles são responsáveis por coordenar a logística de transporte de entorpecentes, da capital para a Região Serrana, sendo redistribuídos em diferentes cidades da região.
Cerca de RR$ 700 mil em bens da quadrilha foram bloqueados pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil, além de movimentar a estrutura do tráfico, o grupo também exercia controle territorial violento, impondo regras de medo e repressão entre os moradores das comunidades.
Até o momento, 12 criminosos foram presos; um deles é um policial militar da ativa, que vai responder a processo administrativo disciplinar.
Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o comando da corporação não compactua com desvios de conduta ou crimes cometidos por seus integrantes, e que atua com rigor na apuração e punição dos envolvidos, sempre que os fatos forem constatados.
Duas escolas estaduais e 30 municipais precisaram ser fechadas no Complexo da Maré.

