O Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão realizou o primeiro transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde no estado.

O primeiro paciente transplantado de medula óssea pelo SUS no Maranhão tem 63 anos. Ele é portador de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta as células do sangue. As células da própria medula foram coletadas, processadas e reinseridas depois da quimioterapia.
Já um outro tipo de transplante, que utiliza células de um doador, é recomendado para situações específicas, como leucemias agressivas, explica a chefe da unidade de hematologia e hemoterapia, Jaqueline Uchoa.
“O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade, indicado no tratamento de doenças graves, oncológicas e hematológicas, como leucemias, linfomas e o mieloma múltiplo. Ele consiste na infusão de células tronco do próprio paciente, no caso do transplante autólogo ou de um doador, quando nós chamamos de transplante alogênico. Isso para restaurar a produção normal das células sanguíneas”.
Segundo o hematologista Yuri Nassar, o primeiro transplante de medula óssea pelo SUS no Maranhão é uma conquista para toda a sociedade.
“Essa conquista reflete a essência do que é ser um hospital universitário. E abre portas de acesso a vários pacientes que não tinham essa terapia no estado e precisavam recorrer a outros estados e muitas vezes nunca eram chamados para realizar o seu transplante antes eu falecia no meio do caminho”.
Até então, o procedimento estava disponível apenas em outros estados, como Rio Grande do Norte, São Paulo e Pernambuco. Segundo o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, foram realizados mais de 5 mil transplantes em pacientes brasileiros nos últimos 30 anos.
Atualmente, existem mais de 100 centros autorizados pelo Ministério da Saúde para realizar o procedimento. Agora, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão se tornou mais um deles.

