Os moradores do município de Porto Franco, no Maranhão, enfrentam dificuldades desde o desabamento da ponte Juscelino Kubitscheck, que fica na divisa com o estado do Tocantins. E, por isso, o Governo Federal reconheceu a situação de emergência na cidade.

O reconhecimento da situação de emergência vai permitir que a prefeitura de Porto Franco solicite recursos para defesa civil, como cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários e dormitório. Essa portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional foi publicada nessa quinta-feira (25).
A cidade fica a 25 quilômetros da estrutura que colapsou. Os cerca de 25 mil habitantes enfrentam danos materiais e ambientais desde o desabamento da ponte entre os municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins. Os moradores de comunidades ribeirinhas são os mais prejudicados porque dependem do rio.
A ponte Juscelino Kubitschek, que ligava a rodovia Belém–Brasília à rodovia BR-226, está sendo reconstruída. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, mais da metade da construção já está pronta. A previsão é que a obra seja entregue ainda este ano.
Ela será maior que a ponte anterior, com 630 metros de extensão. Enquanto isso, quatro balsas fazem a travessia de pessoas e veículos entre Maranhão e Tocantins. A estrutura da ponte desabou no final do ano passado, entre os municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins.
Sete veículos caíram no rio Tocantins. Três deles transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de agrotóxicos. Os corpos de 14 pessoas que morreram no acidente foram localizados e os de outras 3 não foram encontrados.

