Um mutirão foi feito nesta terça-feira (30), no Hospital Federal dos Servidores do Estado, no centro do Rio de Janeiro, para examinar crianças em tratamento contra o retinoblastoma, um tipo raro de câncer ocular. 

A iniciativa do programa Agora Tem Especialistas é realizada pelo segundo ano consecutivo, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a campanha “De Olho nos Olhinhos”, criada pelo casal Tiago Leifert e Daiana Garbin, para a conscientização e diagnóstico precoce da doença.
Foram avaliadas 40 crianças de 3 a 12 anos já em tratamento no INCA. Na ocasião, também foi distribuído material informativo sobre o retinoblastoma. A médica oftalmologista responsável pela oncologia ocular do Instituto Nacional de Câncer, Clarissa Mattosinho, enumera o que os responsáveis devem observar nas crianças.
“Os sinais iniciais mais importantes que a gente tem se atentar para o caso de retinoblastoma é a leucoporia, o reflexo branco da pupila. O reflexo normal é avermelhado. Quando a gente observar uma pupila esbranquiçada numa criança de até 5 anos de idade, o principal diagnóstico é o retinoblastoma”.
A adolescente Yasmin Vitória Peixoto, de 14 anos, faz tratamento há quatro anos de um Crânio Faringioma. A avó de Yasmin, Maria Eliene Ferreira, lembra da dificuldade para o diagnóstico da doença.
“Ela sentia dor de cabeça, fazia acompanhamento no posto de saúde, mas a médica sempre falava que era enxaqueca. Quando ela teve uma dor mais intensa, levamos ela pro Andaraí. O neuro de lá atendeu, fez uma tomografia e diagnosticou o crânio faringioma”.
O retinoblastoma é uma doença genética. Costuma ocorrer nos primeiros anos de vida, sendo que dois terços dos casos são diagnosticados antes dos 2 anos de idade e 95% antes dos 5 anos. Não há como prevenir, mas a recomendação é fazer o teste do reflexo vermelho, que permite o diagnóstico de várias causas de cegueira em crianças, inclusive o retinoblastoma. Se houver casos na família, as crianças devem ser examinadas por um oftalmologista desde os primeiros dias de vida para que o diagnóstico seja o mais precoce possível.

